Um fenômeno chamado Tiririca!

Antes de dar início ao texto, fiquei dias imaginando uma definição ideal para “marketing eleitoral”, e a conclusão é que ela não existe. Esse marketing é a conotação da campanha política, não há como justificar sua existência sem o uso da palavra. A “propaganda”, por sua vez, possui dimensões físicas (panfletos, televisão, camisetas, chaveiros). O fato é que, sim, existem diversas empresas de consultoria política especializadas em marketing estratégico eleitoral.

A profissionalização das campanhas eleitorais é responsável por “fenômenos” que brotam na mídia, como é o caso do candidato eleito Francisco Everardo. Claro, poucos conhecem o cearense de Itapipoca, mas o produto Tiririca (seu nome artístico) foi, se não o mais, um dos nomes mais comentados desta última eleição.

Segundo os princípios básicos do marketing: ninguém vende um produto; o sentimento, a comodidade, e até mesmo o status é que são vendidos. Sendo assim, toda a teatratização configurada sobre o candidato foi a responsável por seu sucesso. Sua despreocupação com o eleitor, diferente dos demais candidatos, e a ausência das tradicionais promessas chamaram a atenção do público; além de agir durante toda a campanha caracterizado como palhaço, tentou mostrar em algumas oportunidades a sua origem e aonde chegou.

Toda a cena criada em relação ao candidato proporcionou um efeito ainda maior na forma de pensar do eleitorado. Diversos colegas de sala, amigos e conhecidos anunciaram que dariam o voto ao concorrente como forma de protesto e/ou desmoralização do processo político. Entretanto, se constata uma desinformação de muitos eleitores, que sequer sabem de uma regra proporcional existente: o quociente eleitoral. Ou seja, o deputado eleito Tiririca levará para a Câmara Federal candidatos como Otoniel Lima e Vanderlei Siraque, nomes desconhecidos para a maioria dos que votaram no deputado.

As sensações desse “fenômeno” podem ir às profundezas do surgimento de vários candidatos personagens nas próximas eleições. Se a seqüência for digna o próximo candidato será aquele que conseguir superar o que achávamos ser insuperável. Ou, finalmente, as pessoas que não desejam mais um “deputado por profissão” ou algum “palhaço-deputado” passem de uma vez por todas a se preocupar com a população e se comprometer com a representação dada já que do contrário “pior do que tá fica”.

Texto escrito por Frederico Ozanan de 18 anos. Estudante de Publicidade em Araraquara – São Paulo, o adolescente dá provas concretas de que pensar no diferente é uma “loucura” que compensa!

About Só para Raros!

Comunicóloga graduada pela PUC Minas, Jornalista e blogueira.

Posted on 16 de Julho de 2011, in Uncategorized and tagged , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: