Todo queimado

No dia 28 de janeiro milhões de pessoas pelo Mundo a fora comemoraram o 67º aniversário do Holocausto nazista. Nos campos de concentração coroas de flores foram deixadas em memória das vítimas do Führer. Uma das maiores atrocidades que o ser humano já presenciou e que até hoje não sai da cabeça e dos corações de quem estava lá ou mesmo de quem apenas ouve relatos.

E para quê comemorar o aniversário de algo que fez seis milhões de vítimas? Talvez perguntassem alguns. A resposta seria simples. Assim como guardamos muito bem guardadas as coisas boas que nos acontecem e sempre as trazemos à memória para degustarmos novamente daqueles momentos, tais atos não podem ser esquecidos jamais. Todas as gerações precisam sempre se lembrar do que uma pessoa é capaz.

Uma pessoa com seus ideais encontra em um país com a honra ferida num pós-guerra o solo ideal para colocar em prática seus planos. A Alemanha deveria ser limpa, pois era superior. Com discursos convincentes, dizendo o que o povo queria ouvir, Hitler conseguiu chegar onde queria. A mesma mentira foi contada várias vezes até que se tornou verdadeira.

Mais e mais aniversários devem ser comemorados. Mas não só comemorar, levar flor e fazer as orações. Há que se abrir os olhos, os ouvidos, a mente… O perigo não acabou, o terror não acabou, apenas mudou o modo de ferir, de matar, de roubar. Foi uma crueldade o que os nazistas fizeram com os judeus e tantos outros? Sim, sem dúvida alguma. Mas nós também estamos sendo mortos. Nossos ideais estão sendo assassinados.

E nós mesmos é que estamos deixando que nos matem. Quando vendemos o voto, quando ignoramos o que acontece na política. Quando nos damos por satisfeito com o pouco, o quase nada que recebemos (com direito a fogos, é bom lembrar). No dicionário, alienar não é o mesmo que suicidar, mas na vida real é quase a mesma coisa. O indivíduo que se aliena ao que acontece ao seu redor deixa sua vida nas mãos de quem não tem nenhum interesse nela.

É preciso que todas essas selvagerias cometidas por seres (des)humanos fiquem sempre frescas na memória dos homens. É preciso que as crianças cresçam já sabendo da capacidade de uma pessoa. É preciso que todo dia lembremos que ainda hoje, 67 anos depois da segunda guerra mundial, há gente que morre vítima da covardia de alguns engravatados.

About Só para Raros!

Comunicóloga graduada pela PUC Minas, Jornalista e blogueira.

Posted on 10 de Fevereiro de 2012, in Uncategorized and tagged , , , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. obede anunciação martins

    ou de todos os engravatados.

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